O anseio pela eternidade
- Admin
- 16 de jun. de 2016
- 3 min de leitura

Cada dia que passa estamos mais expostos nas redes sociais, com uma busca rápida no Facebook, Instagran e o app do momento Snapchat, é possível saber quem está feliz, triste, viajando, gripado, com cólica, depressivo entre outras informações.
Sem contar a quantidade de "filósofos contemporâneos" que usam as redes para expor seus pensamentos mais profundos a todos, além daqueles que não respeitam as opiniões do outros e ofendem de forma que jamais fariam pessoalmente, afinal de contas todos somos mais corajosos atrás de uma tela de computador ou de um smartphone, nossos dedos se tornaram tão maldosos como a nossa língua.
Eu faço uso das redes sociais regularmente e não critico quem faz o seu uso, o que me incomoda é toda esta exposição de coisas que deveriam ser contadas olhando nos olhos daqueles que nos amam, um bom exemplo é a moda de postar declarações de amor aos pais para ganhar o maior número de curtidas possível quando a maioria das pessoas mal conseguem falar 5 minutos com os pais frente a frente, não digo que todos fazem isso para se aparecer, mas a grande maioria dos casos que vejo os pais nem possuem conta no facebook, ou seja, eles nem vão saber o que os filhos declararam a eles, as oração feitas a Deus da mesma forma quando mal falamos com Ele por 1 minuto do dia.
A necessidade de expor a todos o quanto somos felizes, onde estamos, o que estamos comendo entre outras coisas tem tirado de nós o prazer de aproveitar a companhia dos que estão conosco, pois não demos a devida atenção a conversa, e estes momentos que perdemos hoje talvez só serão valorizados quando a oportunidade já tiver passado, aqueles que amamos infelizmente não vivem para sempre.
A interação nas redes sociais é algo positivo, podemos falar com várias pessoas que estão distantes nos permite interagir com o mundo, mas quanto desta interação tem sido proveitosa para meu enriquecimento pessoal? Será que ver a vida dos outros parecerem melhor do que a minha não tem me causado sentimentos de insatisfação, inveja, frustação, cobranças excessivas entre tantas coisas que nos fazem sentir mal?
Na verdade toda esta exposição e necessidade de parecer melhor que todos tem tirado de nós o vislumbre das coisas celestiais, o anseio pela eternidade!
Passamos a perder o foco daquilo que realmente nos dá esperança, começamos a desejar tanto a vida dos outros que deixamos de viver com plenitude a nossa própria vida, ficamos olhando a “vitrine digital” imaginando como somos pobres, infelizes, quando na verdade nada neste mundo jamais poderia preencher o nosso coração, pois Deus “também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade...” (Eclesiastes 3:11).
Quando passamos a ser gratos a Deus pelas bênçãos que recebemos diariamente, a “vitrine virtual” passa a não nos causar mais frustações, pois esta “vitrine” tem gerado a padronização de nossos sonhos, quando na verdade Deus tem sonhos personalizados para cada um nós e buscar viver os sonhos dEle é o que nos trará a felicidade completa e a vitrine celestial passará a nos satisfazer, pois ela te trará o vislumbre daquilo que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam." 1 Coríntios 2:9,” enquanto a sua felicidade for baseadas nas coisas terrenas vocês sempre se sentirá frustrado, desanimado e derrotado.
Eu sempre digo que somos felizes a medida que somos gratos, então vamos começar a viver a nossa própria vida sendo gratos a Deus por tudo que recebemos, nos alegrando pelas conquistas que nossos amigos registram nas redes sociais, e buscando do Senhor os seus sonhos para nós. As adversidades da vida são o que nos fazem crescer, seja grato por elas também.
Deus é o maior interessado na sua felicidade, creia nisso e seja feliz!
“Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo...Se nenhum dos meus prazeres terrenos é capaz de satisfazê-lo, isso não prova que o universo é uma fraude. Provavelmente os prazeres terrenos não têm o propósito de satisfazê-lo, mas somente de despertá-lo, de sugerir a coisa real. Se for assim, tenho de tomar cuidado para, por um lado, jamais desprezar ou ser ingrato em relação a essas bênçãos terrenas, e, por outro jamais confundi-lo com outra coisa, da qual elas não passam de um tipo de cópia, ou eco, ou miragem.” - C.S. Lewis